“Have you ever been in love? Horrible isn't it? It makes you so vulnerable. It opens your chest and it opens up your heart and it means that someone can get inside you and mess you up. You build up all these defenses, you build up a whole suit of armor, so that nothing can hurt you, thenA correção é minha!, pois não sou tão misantropo: isso é coisa de ressaca emocional.one stupid person,no different from any other stupid person, wanders into your stupid life...You give them a piece of you. They didn't ask for it. They did something dumb one day, like kiss you or smile at you, and then your life isn't your own anymore. Love takes hostages. It gets inside you. It eats you out and leaves you crying in the darkness, so simple a phrase like 'maybe we should be just friends' turns into a glass splinter working its way into your heart. It hurts. Not just in the imagination. Not just in the mind. It's a soul-hurt, a real gets-inside-you-and-rips-you-apart pain.I hate love." Neil Gaiman
12.31.2010
As vezes é só um recomeço. E é para isso que servem as citações, porque tudo o que é bom, quando se repete muito vira ruim, e o medíocre, quando novo, parece bom, ou algo assim
12.08.2010
Processos
Em 1314 houve o maior processo da história. Todos os cavaleiros templários foram queimados em fogueiras que deram asas à imaginação de muitos romancistas, visto que os arquivos do processo do Santo Ofício nunca foram oficialmente abertos.
A Ordem dos Pobres Cavaleiros de Cristo e do Templo de Salomão fora criada após a primeira cruzada enquanto ordem monástica regular, com a diferença de ser militar: ao invés de rezar e cultivar, o asceta cortador de cabeças infiéis deveria dedicar sua vida à reza e à batalha. Foi provavelmente a companhia militar mais eficiente do ocidente. O objetivo original era o de proteger os peregrinos cristãos no caminho para Jerusalém, o que envolveu também o aliciamento da ordem em guerras sucessivas.
Passemos. É importante notar que esta ordem que nasceu com votos de pobreza acabou por se enriquecer muito ao longo de dois séculos, porque suas habilidades secretas e militares convenceram os príncipes e a própria Igreja, de que eles seriam os melhores guardadores das suas riquezas. De cavaleiros pobres, eles se tornaram uma pseudo-companhia bancária, com uma rede de castelos na zona mediterrânica.
O rei de França Philippe Le Bel, que se deparou com um rombo fiscal nos cofres do Estado, decidiu que a melhor forma de superar a crise seria confiscar os bens destes templários, que hoje surgem em memórias duvidosas nas mentes maçônicas ou de direita, que gostam de roupas brancas com grandes cruzes vermelhas pintadas no peito. Mas como se "procedeu o processo"?
Após longas negociações com a Santa Sé, o soberano francês e o Papa acusaram a Ordem de praticarem sodomia. Estamos na Idade Média, portanto, todo mundo pra fogueira, que vai rolar churrasco! A prova que usaram na acusação estaria estampada no emblema da ordem: reparem, com efeito, na representação de dois cavaleiros montando um mesmo cavalo. Vale saber que o significado que os criadores da Ordem quiseram difundir com este símbolo, não era exatamente a promiscuidade, mas sim a pobreza, daí apenas um cavalo para dois cavaleiros.
Pensem agora no senhor que está na foto do post anterior. Ele está sendo acusado de uma espécie de violação sexual bastante curiosa: não teria se tratado de sexo sem consentimento, mas ele teria convencido a mulher (ou as duas) a fazerem sexo sem preservativo. Parece que uma dessas teve até ligações com a CIA. E viva a internet, mais uma vez. Vai ter churrasco?
12.06.2010
Eis um cara sexy
E com cojones. Não resisto à tentação de botar meu dedinho na multidão de opiniões que se desenrolam em todo lado.
São várias as ordens de importância das informações jogadas no ventilador, e não convém falar muito sobre elas, pois ainda é cedo pro balanço.
Basta dizer que elas constituem aquilo que bons historiadores classificariam de evento.
Um evento pelo lado bom e mau da notícia.
O lado mau, como muitos já sabiam, mostra o quanto os jornalistas, mais do que meros filisteus de plantão, são parte do poder. Assange mostrou aquilo que o jornalismo deveria ser, mas não é.
O verdadeiro assunto revelado não é a podridão de uma diplomacia encorada na realpolitik, mas a urgência de se democratizar a comunicação.
O lado bom, é simplesmente que a internet é um espaço fantástico, e que ainda existe gente com ética e coragem para lutar por aquilo que qualquer pessoa de bom senso pode chamar de democracia ou liberdade (no sentido real dos termos, não no sentido que lhes dá o jornalismo global).
Encontraram duas descerebradas para acusá-lo de violência sexual, como se fosse por acaso.
Mas se prenderem o cara, vão fazer um mártir da galera gente boa.
Se fuderam. Esse aí foi ninja, só faltou a bolinha de fumaça.
São várias as ordens de importância das informações jogadas no ventilador, e não convém falar muito sobre elas, pois ainda é cedo pro balanço.
Basta dizer que elas constituem aquilo que bons historiadores classificariam de evento.
Um evento pelo lado bom e mau da notícia.
O lado mau, como muitos já sabiam, mostra o quanto os jornalistas, mais do que meros filisteus de plantão, são parte do poder. Assange mostrou aquilo que o jornalismo deveria ser, mas não é.
O verdadeiro assunto revelado não é a podridão de uma diplomacia encorada na realpolitik, mas a urgência de se democratizar a comunicação.
O lado bom, é simplesmente que a internet é um espaço fantástico, e que ainda existe gente com ética e coragem para lutar por aquilo que qualquer pessoa de bom senso pode chamar de democracia ou liberdade (no sentido real dos termos, não no sentido que lhes dá o jornalismo global).
Encontraram duas descerebradas para acusá-lo de violência sexual, como se fosse por acaso.
Mas se prenderem o cara, vão fazer um mártir da galera gente boa.
Se fuderam. Esse aí foi ninja, só faltou a bolinha de fumaça.
11.18.2010
Moro num beco
não importa qual. Na frente da minha casa, ou melhor, da minha janela, há uma senhora senil, e ao lado, uma outra senhora, um pouco menos senil, que geralmente muito brava sempre grita e esperneia contra o mundo. Seus lamentos de dor as vezes são cômicos, outras vezes são sublimes, mas as brigas com seu filho são mais tristes. Ouço tudo, claro, principalmente quando trabalho em casa, com a tal janela em frente, ouvindo tudo o que se passa no beco, ou seja, nada. Há cinco minutos atrás, eu sentado nesta mesma cadeira da qual não saí para escrever isto aqui, ouvi a tal senhora gritar: "então, o que faz o senhor parado aí no beco?". Ao que respondeu uma voz rouca que acusava uma idade certamente passada dos sessenta: "é que este beco é lindo. Lindo, não, é lindíssimo." A senhora, dos gritos loucos, passou o pano: "lindo? o senhor tinha que ver anos atrás, isto aqui é que era uma alegria, com churrasco, bailarico, festas e coisa tal, tudo decorado." Depois de um silêncio, imagino eu que com uma cara de interrogação do mesmo senhor, a senhora continuou: "Hoje, todos morreram, ta tudo morto, acabou". O senhor não respondeu.
11.16.2010
Esqueceram de convidar alguém para a cimeira da OTAN em Lisboa?
Ou seriam inimigos? Enquanto o exército vermelho, que venceu a IIº Guerra Mundial, valeu de sua tropa numerosa de 5 milhões de soldados - a lenda conta alguns sem armas - o exército chinês tem hoje dezenas de milhões. Nada mal para um país que não tem a garra imperialista dos ianques (que têm bases por todos os lados). Mas e quando esse pessoal decidir desabotoar as fronteiras e cair para o mundo, além de seus têxteis e eletrônicos? Quero só continuar perto do mar, sou amigos dos chineses.
11.15.2010
Os Donos do Mundo
Pode-se verificar e fundar para qualquer um que saiba passear, a existência, com prova, de pequenos sofrimentos quotidianos que se debruçam para apanhar o leite mais barato na prateleira do mercado. Cada qual, uns pioram, outros melhoram, muito muda, um país muda, um povo muda, mas na sua essência, continua sempre a mesma coisa. Estamos atravessando um deserto, e nele, os mais inteligentes não se podem preservar luxo maior, do que o de participar indigentemente de um movimento coletivo e quixotesco, contra gigantes tão reais quanto invisíveis. Eis que se o mundo chorasse para rir amanhã qualquer sacrificio ainda valeria a pena, de ser terrível e sublime ao mesmo tempo. Mas qual sacrificio, qual que, de quem, para que? Fui ver o que se passa fora dos muros brancos com o cheiro invernoso da humidade lisboeta, e descobri que a vida é imoral, e que por consequência, somos mesmo livres - merda. Por isso, moças e rapazes que nasceram no deserto com armaduras de desdém, saibam, saibamos! que a felicidade está na medida do fazer e não da contemplação. Por hora, isto é verdade velha, mas vale a pena o esforço de lembrar, artisticamente, de certos ditos que arriscam de serem aniquilados numa época em que a tecnologia privilegia a comunicação e despreza o pensamento. Lutar por uma dialética capaz de quebrar tijolos com palavras foi ridiculamente corajoso; talvez tenha sido melhor do que não perder pelo simplesmente nada.E foi assim que, depois de tudo o que a ciências e as artes puderam proporcionar de mais apaixonante e assassino, entramos na segunda idade média que, com a aceleração crescente dos devires, deverá durar menos em tempo, porém, causar maior estrago no espirito. Na espera, pensemos com o corpo, isso ajuda. E um pouco de música também.
8.31.2010
Oniritron
Espero que você responda logo a esta mensagem, pois preciso saber se tudo esta bem. Quando acordei esta manhã, tive a impressão de termos conversado, alguma coisa me escapava da memória. Alguma coisa ou tudo, logo que pûs o esquentador a funcionar. Não tive tempo de me ligar ao Oniritron logo de manhã. Precisava ir trabalhar, alguns doentes estariam à porta do meu consultório logo nas primeiras horas do dia.
Um novo vírus voltou a rondar esta última semana, tendo levado os mais débeis - aqueles que ainda falam a lingua do seu tempo - e encher a fossa recém aberta nos quintais da Via Hospitalar. Sobre isso ainda não sei muito, mas era de outra coisa que queria tratar. Falarei dos enfermos noutra ocasião.
Quando voltei para casa liguei o computador e o Oniritron. Ainda não tinha falado deste novo engenho, afinal são tantas as coisas que tenho de expliar, além de tudo o que se sucedeu entre você e eu, ou melhor, entre a sua e a minha existência, no mundo e na nossa família, ou a sua descendência.
O Oniritron é um decodificador de sonhos mais recentes, cujos diálogos podem ser passados para suporte digital, em formato de texto. Já houve cinco versões diferentes, e esta que tenho é a mais bem acabada, porém muito mais cara, por enquanto para poucos. Ouvi dizer que algumas empresas estão a desenvolver algumas máquinas registradoras do material audiovisual dos sonhos, mas ainda estamos longe disso, quem sabe seu tetratataraneto, meu filho (hei de ter um), venha a conhecer ou usar tal façanha.
O processo exige tempo, e nas primeiras versões, causara dores insuportáveis aos usuários de pouca paciência. Com uma seringa, extrái-se um pouco de sangue, o suficiente para jogar no fundo de um tubo de ensaio. Ao sangue, deve-se misturar ranho, senão uma passada de algodão com cera de ouvido dá para o gasto. Este tubo deve então ser acoplado a um capacete que contêm fios nanoconectores. Ligados ao cérebro pela geração espontânea de nanotúneis que atravessam o couro cabeludo, as transmissões elétricas estão prontas para serem gravadas. O suporte de leitura das sinapses para detectar idéias e pensamentos é o mesmo daquele que te expliquei outro dia, usado em alguns exércitos e polícias. No nosso país, ainda só permitem o contrôle mental aos estrangeiros de categoria 3, e aos criminosos mais graves, aplica-se o controlador de movimento, através de um mecanismo muito mais simples. O aparelho que possuo, para uso pessoal, tem apenas a função de leitura. Para recapitular as sinapses passadas em estado de sono (cuja baixa frequência é logo detectada), o Oniritron opera uma paralisação cerebral, e um retrocesso dos sinais por impulsos negativos. As primeiras versões do Oniritron falharam porque causavam alguns transtornos aos usuarios, parecidos com aqueles que você descreveu sobre os eletrochoques do seu tempo. As versões subsequentes trabalharam com anestesias cada vez mais eficazes. Esta que possuo corresponde ao quinto modelo, que injeta altas doses de dopamina no cérebro, ativando a sensibilidade erótica daquele que se distrái com fantasias estimuladas em alta frequência. Enquanto isso, a máquina retrocede e vasculha a sua memória. Depois do registro, a recomposição da memória até o estado atual exige um tempo muito menor, pois o capacete apenas insere informações que já estavam copiadas. Eu poderia lhe contar mais longamente sobre os rumores de tráfico de memórias, mas deixarei para depois. Uma vez terminada a operação, o usuário pode, com o cartão de memória, aceder aos diálogos de seu sonho. Foi o que fiz agora pouco.
Não tenho porque duvidar de alguma troça, pois como você sabe, moro sozinho, tranco a porta de minha casa a sete chaves, e guardo todos meus registros digitais num servidor subterrâneo que funciona por ondas magnéticas e estrenolódicas, que provaram ser muito mais fiáveis depois da primeira grande desintegração de satélites na guerra das placas. Quando lí o resultado do Oniritron por escrito, fiquei pasmo. Relí várias vezes, e não tenho uma sombra de dúvida: todo o diálogo repetia exatamente, palavra por palavra, todas as conversas que tivemos desde o nosso primeiro contato.
Não sei como isto pode ter acontecido. Só peço para que me diga se está tudo bem com você, e se não tem notado algo de estranho esses dias. Quero também que mantenha a calma, e não deixe de escrever.
Saudações,
do seu "neto"
B.
8.27.2010
O dia em que a oposição meteu o pé na jaca, e lançou a candidatura da futura presidente do Brasil (Maio de 2008)
O senador do DEMo, Agripino, numa Comissão Parlementar de Inquérito montada para derrubar a ministra da casa civíl (e frustrada), insinuou numa pergunta indereçada à inquirida, que ela teria uma propensão à mentira, já que tinha mentido aos militares quando esteve presa durante a ditadura militar. Este vídeo, que registra a resposta de Dilma, rodou o Brasil, mas agora que as eleições estão chegando é bom lembrar como a oposição deu de bandeja o trampolim para a sua candidatura, e logo, para a presidencia.
Volta num verão escaldante
Dois meses sem escrever aqui! Que alívio? Férias nada. Em Junho e Julho me matei desse jeito pra escrever uma tese revolucionária, ou quase. Bem, não muda muito do tema que preocupa um pequeno burguês de esquerda, mas acho que trabalhei sériamente e consegui entregar tudo direitinho. Fim de um mestrado, e começo de um trabalho, não tive férias este verão, mas não tenho muito do que reclamar por ter logo o que fazer neste país que está numa depressão económica desgraçada.
Chega de falar de mim. O Mundo Louco e Vida Podre voltou. Mais são, mais leve, versão 2.0, ainda com alguns atrasos mas lá vão reflexões sobre a inutilidade e a perda de tempo que pode ser manter um blog.
Mas tamos aí com mais histórinhas para contar e juntar nos arquivos da podrice digital. As coisas não mudaram muito, a Europa ta cada vez mais velha e agora parece que expulsar cigano já não causa muito escândalo.
Como o mundo acadêmico não tolera muitos devaneios delirantes (apesar de se publicar muito delírio por aí), reservarei este espaço para lentamente desenvolver a seguinte tese: estamos entrando num novo período histórico-glaciar, em outros termos, numa segunda Idade Mérdia. Os historiadores do renascimento por vir hão de me dar razão. Senão, fosca-se, não vou tar mais no mundo mesmo.
Chega de falar de mim. O Mundo Louco e Vida Podre voltou. Mais são, mais leve, versão 2.0, ainda com alguns atrasos mas lá vão reflexões sobre a inutilidade e a perda de tempo que pode ser manter um blog.
Mas tamos aí com mais histórinhas para contar e juntar nos arquivos da podrice digital. As coisas não mudaram muito, a Europa ta cada vez mais velha e agora parece que expulsar cigano já não causa muito escândalo.
Como o mundo acadêmico não tolera muitos devaneios delirantes (apesar de se publicar muito delírio por aí), reservarei este espaço para lentamente desenvolver a seguinte tese: estamos entrando num novo período histórico-glaciar, em outros termos, numa segunda Idade Mérdia. Os historiadores do renascimento por vir hão de me dar razão. Senão, fosca-se, não vou tar mais no mundo mesmo.
6.10.2010
6.09.2010
A pensologia de Shunnoz Fiel dos Santos
more about "A pensologia de Shunnoz Fiel dos Santos", posted with vodpod Roubado do Vias de facto
PS aos brasileiros: nos outros países lusófonos, o cú não se limita ao orifício, mas envolve todo o traseiro
6.02.2010
5.30.2010
Crônicas metroviárias - Negro da linha 14 - por PABLO
Velho negro de cabelo branco
Que com sua calça verde de veludo velho
Senta no banco novo de veludo azul
Da nova linha vermelha do metro.
Velhos executivos e jovens aposentados
Prendendo a respiração olham disfarçadamente
Por detrás de seus ternos, amantes e gravatas
Ao velho negro de calça verde e cabelo branco
Que lentamente senta no banco azul – e ainda novo – da linha vermelha
Com seus sacos plásticos que carregam ínfima parte de sua vida.]
De uma sacola – “RATP vos agradece” – saca o resto de uma salada de frutas
Já comida pela metade.
Nesse instante os velhos executivos com suas gravatas e amantes
Os jovens aposentados com suas amantes de terno
Improvisam em um coro desajeitado um silêncio sincronizado
Suor que exala e faz barriga tremer.
(Mais pourquoi ça pue donc tant? se pergunta um turista não francófono que acaba de abrir o livro recém comprado de um tal Queneau).
E dos trilhos ainda intactos da nova linha 14 brota o preconceito
Dos ternos e das gravatas que levam as velhas amantes e os jovens aposentados.
No entanto
O velho negro
De cabelos grisalhos
Calça larga e fome digna
Continua a comer.
Ao chegar a vez daquela uva de cor vermelha como a linha do metro que tantas vezes tomara
Para e pensa.
Junto com o olhar dos jovens ternos das amantes aposentadas leva sua mão junto à uva
E a uva junto à boca.
Semente que dá vida, mas que matará de úlcera o pobre negro de calças velhas e verde.
Na próxima estação ele descerá com dignidade e rigidez.
Pablo é amigo, antropólogo, carioca, libanês, e as vezes poeta
O Mundo Louco e Vida Podre agradece.
5.26.2010
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